
Resposta rápida: A portaria remota costuma valer a pena quando o condomínio paga um porteiro presencial 24 horas que já não cabe no orçamento. Estimativas de São Paulo colocam um posto 24h em R$ 23.500–25.000 por mês, contra cerca de R$ 5.000 do serviço remoto. Prédios pequenos, com moradores acostumados ao celular, podem ir além com a portaria autônoma: um interfone com vídeo por QR Code que abre o portão que já existe.
Imagine uma cena comum: são 19h40, o entregador está no portão de um prédio de 32 unidades em Pinheiros, o posto de porteiro foi cortado no ano passado e o interfone antigo do apartamento 81 não funciona desde a reforma. Alguém desce correndo. Esse vão entre "cortamos o porteiro" e "substituímos o que o porteiro fazia" é onde a maioria dos síndicos trava.
Portaria remota é um serviço em que um operador numa central de monitoramento atende a entrada do prédio por câmeras e interfone, em vez de um porteiro na guarita. O visitante aperta o interfone, a chamada vai para a central, o operador identifica o visitante, confirma com o morador e abre o portão à distância. As chamadas são gravadas (Intersept).
Normalmente exige um projeto de equipamentos: câmeras, interfone IP na entrada, controle de acesso e, muitas vezes, uma eclusa no acesso de pedestres. Depois, o condomínio paga uma mensalidade à empresa.
Portaria autônoma significa que os próprios moradores autorizam seus visitantes, em geral por videochamada no celular, sem operador no meio. A Intersept descreve como o modelo em que "a chamada chega ao app do morador" e ele aprova ou recusa com um clique. Funciona bem em prédios pequenos e médios, com pouco movimento e moradores à vontade com o smartphone (Intersept).
Na maioria dos condomínios, o custo com funcionários é a maior despesa, e é por isso que a portaria entra em pauta em quase toda assembleia. Uma pesquisa do Secovi Rio mostrou que o pessoal representava 56% dos gastos totais do condomínio (Sindiconet / Secovi Rio).
E o piso também não para de subir. Pela convenção coletiva do Sindifícios de São Paulo para 2025/2026, o piso do porteiro/vigia é de R$ 2.096,09 por mês, mais vale-refeição de R$ 17,90 por dia, vale-alimentação de R$ 552,08 por mês e benefício de saúde, após reajuste de 6,05% (Sindiconet). Essa convenção vale até 30 de setembro de 2026, então já reserve verba para o próximo reajuste. Um posto 24 horas na escala 12x36 exige vários porteiros, além de férias, faltas e encargos. Por isso a portaria 24h terceirizada é orçada em R$ 23.500–25.000 por mês na Grande São Paulo em 2026 (Empresas de Terceirização). Outra tabela nacional de preços coloca um posto com 4 porteiros em 12x36 entre R$ 10.000 e R$ 42.400 por mês, dependendo do nível (oHub).
E cada vez mais gente vive essa realidade. O Censo 2022 do IBGE mostrou que 12,5% dos brasileiros moram em apartamentos, contra 8,5% em 2010 (IBGE Educa).
Cenário: Condomínio Edifício Jacarandá (hipotético), 32 unidades, um portão social com fechadura elétrica, um portão de garagem e um interfone analógico antigo que metade dos apartamentos já não usa. A síndica, Renata, recebeu a missão de baixar a taxa sem que os moradores se sintam menos seguros.
Antes e depois em uma linha: antes, a entrada dependia de uma pessoa na guarita ou de um monofone funcionando em cada apartamento; depois, depende do celular do morador e de um relé na fechadura que você já tem.
Resposta curta: a portaria remota reduz a folha, mas mantém um operador pago. A portaria autônoma tira o operador e deixa a decisão com o morador.
| Modelo | Visitante usa o próprio celular | Equipamento na entrada | Fiação nova até as unidades | Videochamada | Gestão de visitantes | Integração com fechadura / relé | Modelo de custo típico |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Porteiro presencial (24h) | Não | Guarita + interfone | Interfone existente | Não | Caderno ou app | O porteiro aperta o botão | Folha mensal ou contrato terceirizado |
| Interfone analógico tradicional | Não | Painel + monofones | Sim (por unidade) | Não | Nenhuma | Fechadura ligada ao sistema | Equipamento + manutenção |
| Portaria remota | Não (usa o interfone da entrada) | Câmeras, interfone IP, muitas vezes eclusa | Geralmente cabeamento novo na entrada | Do lado do operador | Operador registra as visitas | Operador abre à distância | Projeto de instalação + mensalidade |
| Plataforma de condomínio por app | Em parte (pré-autorizações) | Varia; muitas vezes leitores ou facial | Depende do equipamento | Varia | Sim | Pelo equipamento integrado | Assinatura via integrador |
| Interfone com vídeo por QR (portaria autônoma) | Sim | Adesivo com QR ou tablet | Nenhuma até as unidades | Sim, do visitante para o morador | Sim | Relé ou integração com controle de acesso | Assinatura; pouco equipamento |
| DoorVi | Sim, escaneia com a câmera do celular, sem app | Adesivo com QR, tablet concierge opcional | Nenhuma | Sim | Códigos de convidado, passes pré-aprovados, registro de visitantes, app Guard | Relés ESP32 / Sonoff / Tasmota / Waveshare; integrações com Intelbras, PDK, Brivo, Mobgate, igloohome | Planos gratuitos e pagos para casas; prédios sob orçamento |
| Empresa | O que é | Como o visitante chega ao morador | Abertura da porta | Preço |
|---|---|---|---|---|
| Porter | Operadora de portaria remota | Interfone da entrada ligado à central de monitoramento | Operador abre à distância | Sob orçamento |
| uTech Portaria Mobile | Portaria autônoma com interfone IP na entrada | O visitante digita o número do apartamento; a chamada toca no interfone da unidade e no app ao mesmo tempo | Morador libera pelo app; QR e reconhecimento facial para convidados pré-autorizados | Sob orçamento |
| Intelbras Allo | Videoporteiros Wi-Fi (w3, w5, w3+, w5+, wT7) | O visitante aperta o aparelho; a chamada vai para o app Allo | w3+ e w5+ abrem fechaduras pelo app; relé sem fio XR1 | Equipamento de varejo |
| Condomob | Plataforma de condomínio com controle de acesso | QR Code para visitantes e reconhecimento facial | Integra com Intelbras, Hikvision, Control ID e outros por meio de integradores parceiros | Assinatura mensal via parceiros |
| uCondo | Gestão de condomínio com módulo de portaria | Moradores pré-autorizam visitantes no app; app para o porteiro | Não informado na página | Sob orçamento |
O modelo em camadas já roda em outros lugares. Um condomínio YashOne em Pune, na Índia, usa há cerca de um ano MyGate no portão principal e DoorVi no hall da torre, sem precisar de porteiro naquela porta para deixar os visitantes entrarem.
Sobre dados: a LGPD se aplica aos registros de visitantes. O guia da AABIC para condomínios diz que os dados de visitantes devem se limitar ao necessário para identificação e segurança, e que o condomínio deve definir quando esses dados são apagados (guia LGPD da AABIC). Coloque isso no regimento interno, seja qual for o modelo escolhido.
Premissas (declaradas): um condomínio de 40 unidades na Grande São Paulo. Os preços são as médias publicadas de 2026 citadas acima e não incluem a instalação. Os seus orçamentos serão diferentes.
| Modelo | Custo mensal | Por unidade por mês | Por ano |
|---|---|---|---|
| Portaria 24h terceirizada | R$ 23.500–25.000 | R$ 588–625 | R$ 282.000–300.000 |
| Portaria remota (≤50 unidades) | a partir de R$ 5.000 + projeto de instalação | a partir de R$ 125 | a partir de R$ 60.000 |
| Portaria autônoma (interfone por QR + relé na fechadura existente) | Assinatura DoorVi (orçada por condomínio) + um relé por porta + visita do eletricista | Peça um orçamento | – |
Como ler: trocar um posto 24h por portaria remota economiza cerca de R$ 18.500–20.000 por mês com esses números. Tornar o portão social autônomo vale a pena quando o orçamento do interfone por QR e dos relés fica bem abaixo dos ~R$ 125 por unidade por mês que o serviço remoto custa, e quando os moradores vão de fato usar. Como não há cabeamento novo, um piloto em uma porta sai barato antes de você cancelar qualquer coisa.
Pode ser. Um operador confere cada visitante pela câmera e pelo interfone, e as chamadas são gravadas. A segurança depende dos equipamentos da entrada (eclusa, fechaduras, câmeras) e dos protocolos da empresa, então peça os dois na proposta.
Na portaria remota, um operador numa central atende o visitante. Na portaria autônoma, a chamada vai direto para o morador, que abre o portão pelo celular. A remota custa mais porque você paga pelos operadores.
As estimativas publicadas para São Paulo começam em cerca de R$ 5.000 por mês para condomínios de até 50 unidades e cerca de R$ 6.500 para os maiores, mais um projeto de instalação. O preço depende do número de acessos, dos equipamentos e das horas cobertas.
Sim. O DoorVi tem a Intelbras entre suas integrações de controle de acesso e também pode acionar um relé simples na fechadura existente. Você acrescenta a camada de chamada por QR sem arrancar o que funciona.
A visita não anunciada não entra, que é o padrão seguro. Para convidados esperados, o morador envia antes um código de seis dígitos ou um passe pré-aprovado, e ninguém precisa atender na hora.
Não. Com o DoorVi, o visitante escaneia o QR Code com a câmera do celular e a lista de unidades abre no navegador. Só os moradores usam o app.
Não. As chamadas vão do celular do visitante para o celular do morador pela internet. A única fiação é a ligação do relé à fechadura ou ao motor do portão já existentes na entrada.
Sim. O condomínio deve coletar só o necessário para identificação e segurança, informar ao visitante como os dados são usados e definir regras de exclusão. O guia de LGPD da AABIC para condomínios é um bom ponto de partida.
Perguntas relacionadas: Como o entregador entra no condomínio quando não há ninguém em casa? · Dá para trocar um interfone quebrado sem refazer a fiação de todos os apartamentos? · Portaria remota só à noite: o modelo híbrido funciona? · Como abrir o portão do condomínio pelo celular? · O que um contrato de portaria remota deve incluir?
Sobre o autor: Sachin Gupta é diretor da DoorVi. Ele trabalha em implantações de interfone com vídeo por QR Code e abertura de portas por relé em prédios e condomínios no Brasil, na Índia, nos EUA e nos Emirados Árabes.
Por Sachin Gupta, diretor da DoorVi. Última atualização: 27 de setembro de 2026.
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